trilhas e som é continuidade pontuada de interferência acidental improvisada na estrutura gravada do rádio que é juntada à sequência projetada de slides de modo acidental e não como sublinhamento da mesma - é play-invenção.”
Hélio Oiticica | Quasi-cinemas, 1973
O processo projetual é uma incessante busca pela conciliação entre desejos e realidade. Pensar arquitetura para uma reforma é antagônico a um papel em branco. Todo risco é acompanhado de interferências e mediações com o espaço existente.
Sons ativos; luzes; tato; trilhas sonoras; projeções; O invisível presente é como o silêncio ensurdecedor. Essa é a direção em que o projeto caminha.
Um trabalho de reforma de interiores - como o nome denomina - evidencia a presença de um limite; barreira; identificação de um espaço construído e coberto. O projeto se inicia sobre as compartimentações por divisórias existentes na sala de 60m2 e a leitura do espaço entre elas como percurso e ligação de atividades diversas, mas complementares para um escritório.
Quatro salas mais uma; quatro programas mais a chegada. A disposição é - em outra escala - a galeria cosmococa e as obras de Oiticica e Neville d ́Almeida interpretadas para a Bekväm.