Do mar a cidade se desenvolve e a partir dele vem o sustento da comunidade e o deslumbre por aqueles que buscam colecionar imagens paradisíacas do nordeste brasileiro. O exercício de imaginar arquitetura em uma pequena cidade, onde a simplicidade atua como plano de fundo, requer com que qualquer ideia de construção no território se levante a partir de cultura e mão de obra local.
A arquitetura tem como objetivo desenhar e organizar espaços. E deve se inserir a partir de uma leitura do território, e dele extrair informações qualitativas e quantitativas para encontrar estratégias de desenho; Deve responder não só as necessidades do programa solicitado, como uma oportunidade para informar a partir do desenho.
Arquitetura é paisagem, e se constrói a partir dela. Daí se desenvolve. Se parte da relação direta entre dois espaços; O terreno como terra definida, limitada e particular. E a praia como paisagem banhada pelo atlântico que parece não ter fim nem dono.
Perpendicular as moradas, uma lamina de 50m, com uma cobertura tradicional de duas águas com folhas de Carnaúba organiza os espaços de apoio; dois chalés de visita, estar, cozinha, área de churrasco e um pátio de fogo. A frente dos chalés e seguindo o mesmo alinhamento, a área de piscina aproxima o morador e amplia o olhar periférico da imensidão azul.

O projeto é simples e acontece entre momentos de cheio e vazio; A inserção dos três chalés acontece na secção transversal do terreno, a partir do ponto de fuga central do mar, como quem levante o braço, estende e aponta. Os dormitórios de desenham a partir de uma geometria definida e forte.