"O projeto de arquitetura, artes plásticas ou design, não se inicia necessariamente com a representação de objetos ou formas, podendo partir de objetos gráficos, híbridos entre a linguagem verbal e o desenho. Nessa circunstâncias, o autor associa escrita, cálculo e imagem, num processo fluído de sistemas  linguísticos e representacionais. A combinação de diversos signos e marcas promove uma estratégia que podemos considerar diagramática, pela sua dinâmica associativa, num contexto de redução, síntese e abstração  visual".
Paulo Freire de Almeida, Diagrama e Funções Diagramáticas como Imagens Operativas, 2002
Quando falamos de arquitetura, logo se imagina um ofício que detém uma prática quase exclusiva do desenho para se comunicar. Pensar arquitetura é pensar em traços e rabiscos que se convertem em linhas e cores, resultando em algo — seja de forma manual, como sempre foi desde a pré-história e no próprio desenvolvimento do ser humano, ou de modo digital, como nos tempos atuais, com o avanço constante da tecnologia.
De fato, o desenho é o principal instrumento de expressão e comunicação entre arquitetura e o mundo: arquitetura e pessoas, arquitetura e matérias — construída e natural, arquitetura e arquiteturas. Assim como nas relações coletivas e, principalmente, na individual como meio de expressão, o desenho nem sempre é suficiente. E, na insuficiência, mora uma possibilidade quase poética de encontrar outras formas de se fazer entender.
Escrever está presente no dia a dia do escritório. A escrita, como meio de documentação e afirmação do pensamento do projeto e tradução para a obra, atua como reforço e extensão de uma convicção projetual.
Desenho, fala e escrita, são ferramentas de declarações paralelas, complementares e sequenciais — que ora se alternam e se cruzam.
O interesse em expressar ideias e pensamentos, com o objetivo de criar novas conversas e aproximar o contato com vocês — colegas de profissão, clientes e todos que se interessam pelo trabalho praticado no escritório — é o que nos levou a abrir este canal, talvez por insuficiência, ou por acharmos que temos muito a expressar.

Se gostou desse conteúdo indique para um amigo que se interesse por arquitetura.
Clique aqui e conheça mais do nosso trabalho.