A ideia de morar já não é a mesma de um tempo para cá. Uma relação mais afetuosa entre a casa e o morador já não responde mais ao pensamento de uma casa com o mínimo para descansar e realizar tarefas básicas. 
O projeto se concentra em apenas dois ambientes de uma casa popular no interior de são Paulo; o quarto e o antigo depósito de materiais domésticos, agora, jardim. Com pouco recurso, o desafio do projeto passou por reconhecer os limites financeiro do casal, suas necessidades e o pequeno espaço para intervenção. A estratégia adotada para a expansão do dormitório foi de demolir a alvenaria entre os dois ambientes e tornar ambos um só.
Como resposta para a área aberta, o projeto defini dois elementos fixos que dão singularidade ao pequeno refúgio; uma torre molhada livre a 10cm da parede lateral com ducha para banhos em dias quentes, e uma torneira como apoio ao novo espaço. Um banco moldado in loco também solto a 10cm da parede tem caráter de praça e induz o olhar do morador para o azul infinito do céu. O dormitório recebe nova marcenaria em compensado e acabamentos de piso e parede. A relação entre dormitório e jardim parte do contraste de cada um.
Enquanto o jardim é carregado de cores fortes, o dormitório se declara como um ambiente leve e de aconchego, a passo que ao abrir o véu entre ambos se fundem.